FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO ( Paulo, O Apóstolo - Paris, 1860 - "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. XV, Item 10 - Allan Kardec)

Amigo Espírito

Dizem que somos irmãos e, portanto, devemos viver em harmonia.
Mas será essa a realidade? Colocamos em prática os ensinamentos recebidos na doutrina espírita?
É verdade que nem sempre é fácil colocar em prática o sentimento de humanidade.
Nesse mundo, em que vivemos, a desunião prevalece sob o espíritos de irmandade.
Observamos que a competitividade é a lida normal para os relacionamentos.
Até quando teremos que aprender uma coisa e colocar em prática outra?
Se ninguém tomar a iniciativa a transformação não se ordenará. Naturalmente, esse processo é doloroso e ingrato.
Isso, a palavra é ingratidão, a chave e a paga daqueles que se propõe a colocar em prática os ensinos de Jesus.
Não há outro caminho, pois vivemos no purgatório sentimental, sem oportunidade para repensar o modo de viver.
Mas Jesus foi hostilizado, os santos e homens de bens foram sempre repudiados. A paga pelo bem, via de regra, é a ingratidão.
Esse é o mundo em que vivemos, mágoas, incompreensões e intrigas. A competitividade supera e se sobrepõe ao espírito de irmandade.
Eis trabalhadores da seara do mestre, muito há o que se realizar, o trabalho é árduo e amplo.
Mas não é por isso que devemos retroceder, abandonar o campo e deixar que todo o esforço até agora empreendido seja jogado fora.
Esse é o mérito que irá coroar nossos esforços, a persistência na prática dos ensinamentos de Jesus.
Pouco a pouco iremos angariando novas almas à guiza da santa doutrina e, assim, alma por alma, poderemos florir o campo que hoje está repleto de espinhos.
Quanto as bofetadas, os escárnios e as ingratidões, quando a paga se transfigura por um mar de incompreensão, esteja certo que a humilhação sofrida, resignado no amor do Cristo aos que mais necessitam, serão todas apaziguadas pelo alto redentor, para então, aumentar a luz e o brilho de seu espírito.
Vocês todos sabem que o soldado que volta do campo de batalha ferido de guerra é recebido na pátria amada como herói, com honras e glórias.
Assim também todos vós, nessa empreitada tormentosa por um mundo melhor sereis feridos, mas exaltados na cristandade de amor e glória.
Avante irmãos, como cruzados à glória santa, envidemos esforços para que o ódio e a incompreensão sejam derrotadas e deitem no esquecimento, para que de lá restem apenas a lembrança dos tempos que a ignorância foi vencida pela fé, pelo perdão e pelo amor sem limites.
Irmandade redentora de todos os tempos levantem os brasões do cordeiro imolado e que a paz reine, verdadeiramente, nessa terra.
Assim seja!

Amigo Espírito

Psicografia: Danilo Martins
Grupo Meimei
Comunhão Espírita de Brasília
(24.9.2016 às 18h)  

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